A Day in the Life [Banda sonora de uma viagem]
Domingo, 13 de Maio
Dia da Senhora e dos Seus Meninos… No local abençoado lá se reuniram mais uns quantos milhares, como a data o exige. Talvez o meu problema, neste momento, passe por essa enorme falta de fé, não numa religião, mas na vida…
Nesse dia voltei de carro-auto-colectivo. Avizinham-se, certamente, tempos de incerteza e todos os metais são preciosos. Ainda com tempo para escolher a banda sonora da viagem, liguei o pc e cravei-lhe o mini armazém de canções, salva-vidas em muitos momentos (mais do que eu própria poderia imaginar!). Sabia o que os meus ouvidos pediam e porque precisavam desse som.
Dezenas de centenas de metros depois do início da marcha, libertavam-se as nuvens. Um céu estranho que espelhava aquilo que podia ser qualquer um de nós: eu. Aquele vidro era o meu rosto e aquele sol o meu futuro, assim espero. Mas não o sei, nem era capaz de o percepcionar dessa forma. Lá fora parou, mas os quatro amigos continuavam a alimentar a alma que implodia na minha cabeça e explodia em forma concentrada de cloreto de sódio aguado. Ansiava por aquele momento só para mim há muito. E precisava dele.
Isto de nos deixarmos levar pelas mãos dos outros tem destas coisas… A chegada tardou o suficiente para que tudo parasse, menos eu. O caminho seria mais longo do que imaginara, apesar da consciência que tinha de que os factos podiam acontecer.
E aconteceu. Quase dez anos depois de andar por estas calçadas, aconteceu. Mas não se concretizou. A sorte esteve lá, e a minha não cedência também. Agradeço ao mini armazém de canções que reteve a minha atenção no sítio certo, no momento exacto. Como podem 7 cm de tecnologia salvar o seu progenitor de 15 polegadas? Com força e pulmões que desconhecia, consegui que todos nos mantivéssemos a salvo. Agradeço aos amigos sobre quatro rodas que por ali decidiram seguir as suas vidas.
Talvez tenha (re)aprendido, para que não me esqueça, que é melhor duvidar do que acreditar. O que não nos mata, torna-nos mais fortes, já disse alguém, mas também nos priva duma inocência feliz que nos mantém vivos acepticamente.
O destino final era atingido com boa vontade de outro amigo (porque nestas ocasiões assim os podemos chamar).
Terça- feira, 15 de Maio
As dores continuam, intensificadas entre o ombro e a mão direita.
A certeza do incerto agrava-se.
Uma vontade de me libertar de um todo e de me prender a um tu.
A fuga para lado nenhum.
O desejo de acordar e sentir-me feliz.
Os quatro amigos lá continuam. São imortais, por isso deixei que mos descobrissem. Obrigada. :)
A day in the live [banda sonora desta palavras]
Dia da Senhora e dos Seus Meninos… No local abençoado lá se reuniram mais uns quantos milhares, como a data o exige. Talvez o meu problema, neste momento, passe por essa enorme falta de fé, não numa religião, mas na vida…
Nesse dia voltei de carro-auto-colectivo. Avizinham-se, certamente, tempos de incerteza e todos os metais são preciosos. Ainda com tempo para escolher a banda sonora da viagem, liguei o pc e cravei-lhe o mini armazém de canções, salva-vidas em muitos momentos (mais do que eu própria poderia imaginar!). Sabia o que os meus ouvidos pediam e porque precisavam desse som.
Dezenas de centenas de metros depois do início da marcha, libertavam-se as nuvens. Um céu estranho que espelhava aquilo que podia ser qualquer um de nós: eu. Aquele vidro era o meu rosto e aquele sol o meu futuro, assim espero. Mas não o sei, nem era capaz de o percepcionar dessa forma. Lá fora parou, mas os quatro amigos continuavam a alimentar a alma que implodia na minha cabeça e explodia em forma concentrada de cloreto de sódio aguado. Ansiava por aquele momento só para mim há muito. E precisava dele.
Isto de nos deixarmos levar pelas mãos dos outros tem destas coisas… A chegada tardou o suficiente para que tudo parasse, menos eu. O caminho seria mais longo do que imaginara, apesar da consciência que tinha de que os factos podiam acontecer.
E aconteceu. Quase dez anos depois de andar por estas calçadas, aconteceu. Mas não se concretizou. A sorte esteve lá, e a minha não cedência também. Agradeço ao mini armazém de canções que reteve a minha atenção no sítio certo, no momento exacto. Como podem 7 cm de tecnologia salvar o seu progenitor de 15 polegadas? Com força e pulmões que desconhecia, consegui que todos nos mantivéssemos a salvo. Agradeço aos amigos sobre quatro rodas que por ali decidiram seguir as suas vidas.
Talvez tenha (re)aprendido, para que não me esqueça, que é melhor duvidar do que acreditar. O que não nos mata, torna-nos mais fortes, já disse alguém, mas também nos priva duma inocência feliz que nos mantém vivos acepticamente.
O destino final era atingido com boa vontade de outro amigo (porque nestas ocasiões assim os podemos chamar).
Terça- feira, 15 de Maio
As dores continuam, intensificadas entre o ombro e a mão direita.
A certeza do incerto agrava-se.
Uma vontade de me libertar de um todo e de me prender a um tu.
A fuga para lado nenhum.
O desejo de acordar e sentir-me feliz.
Os quatro amigos lá continuam. São imortais, por isso deixei que mos descobrissem. Obrigada. :)
A day in the live [banda sonora desta palavras]
Etiquetas: estados de alma, momentos
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